Anvisa decidirá na segunda feira dia (26) se autoriza a importação da Sputnik, vacina russa contra a Covid
Agência marcou duas reuniões para a próxima semana; a primeira irá deliberar sobre o pedido de importação do imunizante russo

A Diretoria Colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza na próxima semana duas reuniões extraordinárias para avaliar processos referentes ao enfrentamento da Covid-19. Também está prevista a reunião ordinária de diretoria que já faz parte do calendário da Agência.
As reuniões acontecerão na segunda (26), na terça (27) e na quinta-feira (29), sempre com transmissão pelos canais da Agência.
Entre os temas que serão apreciados pelos diretores estão pedidos de importação da vacina Sputnik V, feito por estados e municípios, o pedido de emergencial de um novo medicamento para Covid e outros temas da pauta da Anvisa.
Confira a agenda da semana:
Segunda-feira – 26/4 – 18h
Reunião Extraordinária da Diretoria Colegiada para apreciar pedidos de importação da Sputnik V feito por estados e municípios.
A data da reunião foi marcada em razão do prazo de 30 dias definido pela Lei, e confirmado pelo STF, para que a Anvisa avalie os pedidos de importação de vacinas para Covid sem registro.
Terça-feira – 27/4 -15 horas
Reunião Extraordinária da Diretoria Colegiada para apreciar o pedido de uso emergencial da combinação dos medicamentos biológicos banlanivimabe e etesevimabe, do laboratório Eli Lilly do Brasil Ltda.
A solicitação de uso emergencial foi encaminhada pelo laboratório no último dia 30 de março.
Quinta-feira – 29/4 – 10h
Realização da 8ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada. A pauta traz uma série de temas relacionados às áreas de regulação da Anvisa.
Contrato e eficácia
Governo federal e ao menos nove estados têm acordos para compra de milhões de doses do imunizante. Em março de 2021, o Ministério da Saúde fechou contrato para 10 milhões de doses, sendo que 400 mil doses já estavam previstas no cronograma de abril.
A vacina Sputnik V teve eficácia de 91,6% contra a doença, segundo resultados preliminares publicados na revista científica “The Lancet”. A eficácia contra casos moderados e graves da doença foi de 100%.
Em outro estudo, ainda não revisado, os desenvolvedores analisaram como a vacina se comporta na população em geral, e chegaram ao dado de efetividade da proteção. De acordo com o Instituto russo de pesquisa Gamaleya e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), a efetividade foi de 97,6% em uma análise da situação de 3,8 milhões de vacinados.
A Sputnik V usa a tecnologia de vetor viral. Nesse tipo de vacina, um outro vírus (nesse caso, o adenovírus) “leva” o material genético do coronavírus, o RNA, para dentro do nosso corpo. Mas esse adenovírus é modificado para não conseguir se replicar (reproduzir). Por isso, ele não causa doença.
No caso da Sputnik, o adenovírus que leva o coronavírus para dentro do corpo é diferente em cada dose: na primeira, é o Ad26 (mesmo da vacina da Johnson). Na segunda, é o Ad5, mais comum. Ambos são adenovírus humanos.
Os cientistas russos explicam que usar adenovírus diferentes pode ajudar a criar uma resposta imunológica mais poderosa – em comparação ao uso do mesmo vetor duas vezes –, pois diminui o risco de o sistema imunológico desenvolver resistência ao vetor inicial.



