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A reação de Lula à decisão dos EUA de declarar CV e PCC como ‘terroristas’: ‘Não aceitamos ser tratados como moleques’

O discurso veio em consonância com uma nota também divulgada pelo governo nesta sexta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (29/5) que não vai aceitar que o Brasil seja tratado como “republiqueta”, ao comentar a decisão dos EUA de designar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como entidades terroristas

“Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como uma republiqueta”, disse Lula em uma agenda em Sergipe.

O discurso veio em consonância com uma nota também divulgada pelo governo nesta sexta.

O texto ressalta que “a soberania nacional é inegociável” e que “quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

No discurso, o presidente Lula disse também que se sentia “triste” com a decisão do governo americano e que havia entregado ao presidente americano, Donald Trump, na visita à Casa Branca no início do mês, um documento que tratava sobre medidas para combater o crime organizado.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo brasileiro sempre foi contra a classificação americana, argumentando que ela poderia colocar em risco a soberania nacional ao abrir espaço para ações militares dos EUA sob o pretexto de combate ao terrorismo.

Lula disse que o PCC e o CV “são terroristas para as comunidades brasileiras”, mas que “não são os terroristas que o Trump quer”.

“Eles incomodam as famílias, o bairro, a cidade, roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo viver livremente, então eles são terroristas. E nós vamos combatê-los aqui dentro”, defendeu Lula.

Veja o vídeo de Lula falando sobre decisão de Trump:

BBC NEWS BRASIL

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