Matizes divulga relatório que mostra nove mortes violentas de LGBTs no Piauí
Estudos foram feitos pelo Grupo Gay da Bahia e divulgado pelo Grupo Matizes
O relatório divulgado pelo Grupo Matizes, através da presidente Marinalva Santa, nesta quinta-feira (31), aponta que foram registradas nove mortes de pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) durante o ano de 2018.
Os estudos foram feitos pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) que contabilizou ainda que ocorreram 419 assassinatos e suicídios de LGBT em todo o Brasil por causa de discriminação.
Segundo o Grupo Matizes o dado atual de mortes mostra que esses casos aumentaram em comparação ao ano de 2017 quando foram registrados três crimes contra esse segmento populacional no estado.
O Piauí, segundo o relatório, ocupa a 10ª posição em mortes de pessoas LGBT, considerando o número de vítimas para cada um milhão de habitantes. Em 10 anos já foram registradas 69 mortes violentas de LGBT no estado piauiense.
Sobre o relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB)
Desde 1980, o GGB faz o levantamento de mortes violentas contra LGBT. O estudo realizado pela entidade utiliza como base notícias divulgadas por veículos de imprensa e dados enviados por ONGs.
Segundo o relatório, a cada 20 horas, um LGBT morre de forma violenta, vítima de LGBTfobia, o que faz do Brasil o campeão mundial de crimes contra esse segmento populacional. Das 419 vítimas, 191 das vítimas são gays; 164, travestis e transexuais; 52 são lésbicas e 8 bissexuais. O relatório contabiliza ainda 5 heterossexuais, confundidos com homossexuais ou por estarem na cena do crime com as vítimas LGBT.
Até 2015 eram computados somente assassinatos. Em 2016, os relatórios passaram a incluir os suicídios. A justificativa para tal inclusão é o fato de estudos científicos apontarem que LGBT , ” têm 6 vezes mais chance de tirar a própria vida, em relação a heterossexuais, com risco 20% maior de suicídio quando convivendo em ambientes hostis à sua orientação sexual ou identidade de gênero. Portanto, suicídios de pessoas LGBT, sobretudo jovens, sempre devem ser qualificados como potencializados pelo preconceito e discriminação por sexo e gênero, devendo constar nos relatórios de mortes desse segmento juntamente com os homicídios”.



