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Farmácias do Piauí vão ofertar absorventes gratuitos para mulheres de baixa renda

Iniciativa que visa combater a pobreza menstrual vai beneficiar mais de 500 mil mulheres em 120 municípios piauienses.

Oferta gratuita de absorventes para pessoas de baixa renda, matriculadas em escolas da rede pública, em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema e que estejam no sistema prisional ou socioeducativo. Parece uma medida simplória, mas não. Hoje, milhares de pessoas que menstruam não têm acesso a absorventes. São meninas que deixam de frequentar as aulas por vergonha, mulheres que usam, quando muito, papel higiênico para conter o fluxo.

É com foco nesse público em condição de vulnerabilidade social e com o objetivo de combater a precariedade menstrual, identificada como a falta de acesso a produtos de higiene e a outros itens necessários no período da menstruação, é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que cria o Programa de Proteção e Promoção da Dignidade Menstrual. Cerca de 8 milhões de pessoas serão beneficiadas pela iniciativa que prevê investimento de R$ 418 milhões por ano. A compra dos absorventes que serão distribuídos pelo SUS será feita de forma centralizada pelo Ministério da Saúde.

No Piauí, uma iniciativa que visa combater a pobreza menstrual irá beneficiar mais de 500 mil mulheres através da distribuição gratuita de absorventes. A ação, que faz parte do Programa de Proteção e Promoção da Saúde e Dignidade Menstrual, irá ocorrer em 120 municípios piauienses e 276 farmácias já estão cadastradas.

Implementado pelo Governo Federal ainda no ano passado, o programa é voltado para grupos específicos de mulheres entre 10 e 49 anos, que estejam vivendo abaixo da linha da pobreza, matriculadas em escolas públicas, em situação de rua ou em condições de extrema vulnerabilidade. Mulheres recolhidas no sistema prisional também estão incluídas.

Farmácias do Piauí vão ofertar absorventes gratuitos - (Freepik)Freepik

 

Farmácias do Piauí vão ofertar absorventes gratuitos

O objetivo do projeto é garantir o acesso à dignidade dessas mulheres. A implantação do programa é uma iniciativa conjunta entre as pastas da Saúde; Direitos Humanos e Cidadania; Justiça e Segurança Pública; Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Mulheres e Educação.

Como ter acesso?

Para acessar os absorventes gratuitos, as interessadas devem estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa. Estudantes de escolas públicas também podem acessar, desde que estejam no CadÚnico e a renda familiar mensal por pessoa não exceda meio salário mínimo (R$ 706). Para mulheres em situação de rua, não há exigência de limite de renda.

Segundo os critérios, para obter os absorventes é necessário se dirigir a uma das farmácias credenciadas com um documento oficial com CPF e a ‘Autorização do Programa Dignidade Menstrual’, que pode ser obtida digitalmente ou impressa, através do aplicativo ou site ‘Meu SUS Digital’. Esta autorização tem validade de 180 dias, e para menores de 16 anos, o responsável legal deve realizar a retirada.

Confira aqui a lista de farmácias credenciadas

Para acessar os absorventes, as interessadas devem estar inscritas no Cadastro Único - (Freepik)Freepik

Para acessar os absorventes, as interessadas devem estar inscritas no Cadastro Único

Caso haja dificuldades em acessar o ‘Meu SUS Digital’ ou obter a autorização, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão disponíveis para ajudar. Pessoas em situação de rua podem procurar os órgãos de assistência social, e para a população carcerária, a distribuição é feita diretamente nas unidades prisionais.

O que é a pobreza menstrual?

A pobreza menstrual refere-se à falta de acesso a produtos de higiene menstrual, instalações sanitárias adequadas, e educação sobre menstruação. Isso afeta negativamente a saúde, a educação e a dignidade das mulheres e meninas. A pobreza menstrual pode levar à utilização de alternativas inseguras ou insalubres, ao absenteísmo escolar, e até mesmo a problemas de saúde. Combatê-la é fundamental para garantir a igualdade de gênero, a educação e o bem-estar das mulheres.

(Com informações do Ministério da Saúde e o portal O Dia)

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