Taylor Swift pode responder judicialmente por morte de fã em show? Entenda
A notícia do falecimento de Ana Clara Benevides durante o show de Taylor Swift no Rio de Janeiro gerou comoção entre os fãs da cantora.
A notícia do falecimento de Ana Clara Benevides durante o show de Taylor Swift no Rio de Janeiro na sexta-feira (17/11) gerou comoção entre os fãs da cantora.
Advogados consultados pelo R7 discutiram a possibilidade de responsabilizar judicialmente diversos participantes, incluindo a própria Taylor Swift, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. Daniel Romano Hajaj, especializado em direito do consumidor, destacou que todos os integrantes da cadeia de fornecedores podem ser acionados pelos danos, abrangendo as várias empresas envolvidas na realização do show.
Hajaj sugeriu que Taylor Swift poderia enfrentar acusações, incluindo homicídio culposo, alegando que a cantora e sua equipe aprovaram o layout do palco e das dependências do estádio. Ele enfatizou que ela poderia ser responsabilizada tanto no âmbito penal quanto civil, com a possibilidade de pagar indenização por danos morais e materiais à família da jovem de 23 anos.
Entretanto, outros advogados, Mário Henrique Martins e Pedro Amorim de Souza, argumentaram que é improvável responsabilizar criminalmente a cantora. Eles apontaram que a responsabilidade direta pelo evento recai sobre a empresa organizadora, no caso a T4F, e que Taylor Swift só seria responsável se houvesse prova de uma efetiva responsabilidade contratual da artista.
Martins destacou que a T4F poderia responder por homicídio culposo, alegando que a empresa estava ciente dos riscos ao impedir a entrada de garrafas de água e ao instalar tapumes ao redor do estádio em um dia extremamente quente.
Quanto à falta de pronunciamento de Taylor Swift sobre o incidente, a advogada Rossana Fonseca afirmou que a responsabilidade da cantora independe de suas declarações públicas. Ela enfatizou que a determinação da responsabilidade dependerá da posição de Taylor na cadeia de consumo.
A família de Ana Clara lançou uma campanha nas redes sociais para obter suporte financeiro, alegando falta de assistência. Rossana Fonseca opinou que a T4F deveria ter indenizado financeiramente a família, enquanto Pedro Amorim de Souza sugeriu que a organizadora da turnê ainda poderia ser investigada por práticas abusivas.
A assessoria da T4F não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento da nota, deixando questões sobre possíveis manifestações em aberto. O caso continua sendo acompanhado e será atualizado conforme houver desenvolvimentos.
Com informações do R7.



