Anúncio de Haddad na Fazenda mostra que Lula tenta ‘se redimir’ por Palocci e dar aperitivo de 3º mandato
Com a indicação de ministros, presidente eleito dá um 'aperitivo' de como será seu terceiro mandato.
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou na sexta-feira (9) os nomes do primeiro escalão de seu futuro governo, que começa em 1º de janeiro de 2023. Foram definidos os chefes das seguintes pastas:
- Fernando Haddad (PT) – Ministério da Fazenda
- Rui Costa (PT) – Casa Civil
- Flávio Dino (PSB) – Justiça e Segurança Pública
- José Múcio Monteiro – Defesa
- Mauro Vieira (diplomata de carreira) – Relações Exteriores
Para a colunista Maria Cristina Fernandes, a indicação dos nomes trata-se de um “aperitivo” de como será o terceiro mandato do presidente eleito.
“Você tem esses dois ministros do PT que não são assim tão petistas, você tem Flávio Dino, que é do PSB, e os anúncios que têm origem na direita . E eles têm em comum, além da confiança do cliente, essa missão de apaziguar terrenos muito pantanosos”, diz.
Já o nome de Haddad no ministério da Fazenda não é exatamente uma surpresa. O presidente eleito já vinha dando indícios de que seria essa sua escolha, preparando Haddad para esse cargo apesar da reação do mercado e das reprovações até mesmo dentro do PT.
Para explicar a escolha de Lula para a pasta mais importante da Esplanada, Maria Cristina remonta ao mandato de Antônio Palocci, responsável pela delação que acusou Lula de receber dinheiro em espécie de propina da Odebrecht – que mais tarde foi anulada.
“O Palocci foi autor de uma delação que acabou não se provando e foi a maior decepção de Lula no PT, e o Haddad é a expectativa de Lula de redimir essa decepção.”



