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FMS debate financiamento da oncologia no Hospital São Marcos com Ministério da Saúde e SESAPI

O objetivo da reunião foi realizar um alinhamento para garantir o pleno retorno dos atendimentos aos pacientes que necessitam de tratamento de oncologia no estado.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) participou, nesta segunda-feira (20), de uma reunião na Secretaria Estadual de Saúde (SESAPI) para tratar do financiamento do Hospital São Marcos, referência no tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Piauí. O encontro reuniu técnicos estaduais e do Ministério da Saúde, que estão na capital para auditar o hospital filantrópico.

O objetivo da reunião foi realizar um alinhamento para garantir o pleno retorno dos atendimentos aos pacientes que necessitam de tratamento de oncologia no estado. Durante toda a semana, a equipe do Ministério da Saúde realizará uma auditoria no Hospital São Marcos para avaliar as contas da instituição.

“Eles terão uma programação extensa durante toda a semana, dialogando com a FMS, com a SESAPI e com o próprio Hospital São Marcos, para garantir o retorno e definir como vai ser essa ajuda do Ministério da Saúde para a oncologia do Piauí.”, comenta a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano.

Situação financeira

“Diante da crescente demanda, estamos conversando com todos os entes envolvidos para chegarmos a um acordo sobre o financiamento do São Marcos”, explicou a presidente da FMS. Ela ressaltou que o município de Teresina aporta mensalmente R$ 3,5 milhões para garantir a continuidade dos serviços de oncologia contratualizados com o Hospital São Marcos, o que corresponde a mais de 60% do financiamento. A origem dos recursos é do Teto MAC (média e alta complexidade) de Teresina, que é a verba direcionada para financiar todos os serviços desta natureza na capital. O custeio médio mensal destinado ao hospital é de R$ 6.250.977,67, sendo que a União contribui com R$ 1.589.158,02 e o Estado do Piauí com R$ 900.000,00.

Por se tratar de um serviço de alta complexidade, a assistência oncológica deve ter seu financiamento compartilhado entre os governos municipal, estadual e federal. Atualmente, a maioria dos pacientes atendidos em Teresina vem do interior do estado, reforçando a necessidade de maior participação do Governo do Piauí e da União. “Por isso, é fundamental que o Ministério da Saúde incremente o Teto MAC de Teresina e institua incentivo específico para a oncologia, como já ocorre em outros estados. Também é necessário que o Estado do Piauí amplie sua contribuição para fortalecer a assistência oncológica”, finaliza Leopoldina Cipriano.

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