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Teresina já registrou mais de 7 mil casos de síndromes gripais em 2026

O número representa um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 4.931 casos.

Entre os meses de janeiro e abril de 2026, foram registrados 7.001 casos de Síndromes Gripais (SG) em Teresina. Os dados são da Diretoria de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que realiza o monitoramento epidemiológico contínuo, fundamental para orientar as ações de prevenção, assistência e controle das doenças respiratórias no município.

O número representa um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 4.931 casos. Em relação aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), até a primeira semana de maio foram notificados 345 casos, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 328 casos, o que representa um aumento de aproximadamente 5,2% nos casos graves.

“Esses dados demonstram um aumento importante na circulação de vírus respiratórios, acompanhando o período sazonal dessas doenças, que ocorre principalmente nos primeiros meses do ano, coincidindo com o período chuvoso na região nordeste”, comenta Johansen Pitta, chefe do núcleo de agravos imunopreveníveis da FMS.

Quanto aos tipos de vírus respiratórios mais predominantes, foram analisadas 917 amostras clínicas para pesquisa por meio da técnica de RT-PCR. Destas, foram confirmados 150 casos de Influenza, correspondendo a aproximadamente 16,4% do total analisado, além de 62 casos de Rinovírus (6,8%) e 2 casos de Vírus Sincicial Respiratório – VSR (0,2%). “A Influenza permanece como o vírus respiratório de maior predominância no município neste período, sendo um dos principais responsáveis pelo aumento dos casos de síndrome gripal e podendo ocasionar complicações, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades”, alerta Johansen Pitta.

Diante desse cenário, a FMS faz um chamamento para que a população pertencente aos públicos prioritários da vacina garanta sua dose. No momento, ela está disponível para crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos, gestantes e puérperas até 45 dias após o parto, professores de ensino básico e superior e trabalhadores da saúde. Outras medidas de prevenção são a higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas gripais, evitar aglomerações quando estiver doente, manter ambientes ventilados, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como febre persistente, dificuldade para respirar ou queda do estado geral.

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