A Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos, da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), informa que as chuvas irão se manter no Piauí, na segunda quinzena de abril. No entanto, com grande contraste na distribuição das precipitações entre os municípios, com foi observado no primeiro trimestre de 2026.
Nos três primeiros meses do ano, o município de Miguel Alves registrou o maior volume acumulado de chuvas, com (945,2 mm), seguido por Uruçuí (943,6 mm) e José de Freitas (888,4 mm). Em contrapartida, Santa Filomena teve apenas (54,4 mm), o menor índice do estado.
Segundo o climatologista Pedro Aderaldo, da Semarh, os maiores acumulados no norte e centro-norte estão associados à atuação mais intensa da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelas chuvas no período. “Já no sudoeste, a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) contribuiu para volumes elevados, especialmente no cerrado piauiense”, destacou o profissional.

Apesar do trimestre corresponder ao principal período chuvoso, municípios do semiárido, como Santa Cruz dos Milagres e Assunção do Piauí, registraram baixos acumulados, reforçando a característica de irregularidade das chuvas no estado.
Esse comportamento evidencia que, mesmo em anos com boa atuação dos sistemas meteorológicos, a distribuição das chuvas no Piauí não ocorre de forma homogênea. Regiões com volumes elevados convivem, simultaneamente, com áreas de déficit hídrico, o que exige atenção permanente do poder público e planejamento estratégico para garantir segurança hídrica.
Com a continuidade das chuvas prevista para abril, a expectativa é de manutenção dos bons níveis em parte do estado. Ainda assim, o cenário observado no início do ano reforça que a variabilidade climática segue como um dos principais desafios para o desenvolvimento sustentável do Piauí.




