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Silvio Mendes diz que sozinho prefeitura não consegue dar solução ao transporte público

Silvio Mendes ressaltou que aguarda a atualização do plano diretor do sistema de transporte urbano, por meio de licitação realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para entender quais mudanças precisam ser feitas para atualizar o sistema.

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira, 24, que a capital não tem condições de dar solução ao sistema de transporte público somente com recursos próprios. O serviço que já era deficitário sofreu um novo impacto com o aumento dos preços dos combustíveis e hoje, cerca de 200 ônibus são disponibilizados para atender a população. Silvio comentou a atual situação e pontuou que é preciso discutir com os usuários do sistema.

“Situação causada por uma guerra que a gente não tem nada a ver, que, ao aumentar o preço do combustível, no caso o diesel, você automaticamente aumenta o custo do sistema. Há muitos anos não é feito reajuste, mas, por exemplo, com a passagem a R$ 4,00 e uma meia passagem que não é exatamente “meia”, sendo de R$ 1,35, o que é possível fazer hoje com esse valor? Então, é uma discussão que precisa ser feita com a população, principalmente com o usuário do sistema de transporte coletivo, que, repito, é muito ruim”, disse.

Transporte público de Teresina precisa ser refeito por completo”, afirma Silvio Mendes - Portal O Dia

Silvio Mendes ressaltou que aguarda a atualização do plano diretor do sistema de transporte urbano, por meio de licitação realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para entender quais mudanças precisam ser feitas para atualizar o sistema. Ele ainda pontuou que o transporte coletivo foi politizado e que a Prefeitura não possui capacidade expressiva de isentar impostos para reduzir o custo do sistema.

“Devemos abrir uma licitação em breve para essa atualização, pois, apenas com recursos próprios, não vamos conseguir. É preciso que se entenda isso. Essa questão do transporte coletivo foi politizada, e foi oferecido à população algo que não é possível fazer. Para mim, as prioridades são educação, saúde e limpeza pública. E veja como a população continua reclamando. Por quê? Porque temos nossas limitações. O poder do município para desonerar impostos é muito pequeno. Quem tem maior capacidade é o Governo do Estado, com o ICMS, que é superior a 20%, e o Governo Federal, que pode financiar a própria frota”, afirmou.

Mendes completou que investimentos previstos pelo BNDES de R$ 1,3 bilhão resolveriam o problema do transporte público da cidade.

“Se isso acontecer, talvez não seja necessário todo esse valor, acredito que metade já seria suficiente. Mas é preciso discutir, pois, sozinho, ninguém vai resolver”, concluiu.

Em novembro do ano passado, Teresina aderiu ao Estudo Nacional de Mobilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), garantindo investimentos para um novo sistema de transporte público na capital. Os projetos detalhados devem levar de dois a três anos até chegar ao ponto de lançar novas concessões. Já a implantação prática do novo sistema tem horizonte de cinco anos, segundo o BNDES.

Ônibus elétricos seria a saída?

Foto: ABC em Foco

Com todo esse imbróglio, Teresina participou, nos dias 19 e 20 de março, em Brasília, de importantes agendas voltadas à transição energética e à mobilidade sustentável, no âmbito do Projeto Acoplamento de Setores e Economia Verde (AcoplaRE), iniciativa da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), em parceria com o Ministério de Minas e Energia e o Ministério das Cidades.

No dia 19, a capital piauiense integrou o evento nacional de intercâmbio dos entes federados, apresentando os resultados da assistência técnica recebida ao longo do último ano e os próximos passos para a eletrificação do transporte público, incluindo a perspectiva de aquisição de 30 ônibus elétricos.

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