O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira (4) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já decidiu nomear os deputados André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) para o comando de ministérios do governo.
Padilha não indicou quais pastas deverão ser chefiadas pelos parlamentares. O ministro deu a declaração em evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o chamado “Conselhão”, em Belém (PA).
Tratativas do PP
Já é dada como certa a saída do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias-PT, braço direito de Lula, que está na mira do PP para ser trocado pelo deputado Fufuca, esse, também hoje de confiança do senador Ciro Nogueira, presidente do PP. Ciro Nogueira, juntamente com o presidente da Câmara, Arthur Lira, são os maiores interessados no Ministério do Desenvolvimento Social, de Wellington Dias.
“Já tem uma decisão do presidente [Lula] de trazer esses dois parlamentares que representam bancadas importantes no Congresso. Mas, mais do que elas, podem atrair outros parlamentares, trazê-los para o governo, convidá-los para ocupar postos de ministérios. São parlamentares que só podem vir para ocupar ministérios”, disse.
A sinalização de Padilha, responsável pela articulação política do governo, confirma os esforços do Planalto para ampliar a base de apoio governista no Congresso, em especial na Câmara dos Deputados.

O que está em jogo nas negociações da reforma ministerial de Lula
A entrada de Fufuca e Costa Filho no governo já era tida como certa por parlamentares do Centrão — um bloco informal na Câmara que reúne parlamentares de legendas de centro e centro-direita. Juntas, as siglas representam 89 deputados na Casa.
O líder do PP na Câmara e o deputado do Republicanos já haviam, inclusive, se reunido com Padilha no último mês.
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Montagem de fotos de encontros entre os deputados Silvio Costa Filho (à esquerda) e André Fufuca (à direita) com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) — Foto: Divulgação
À época, Lula afirmou que a mudança se tratava de uma movimentação a pedido do União Brasil. O presidente também projetou que outras acomodações poderiam ser negociadas com outras siglas.
Na quinta (3), em entrevista a rádios da Amazônia, o petista confirmou as mudanças, mas não detalhou quais e quantas serão.
Segundo ele, as decisões devem ser tomadas no retorno da Cúpula da Amazônia, prevista para a próxima semana.
“Eu vou fazer ajustes no governo porque nós temos interesse em construir maioria, para que até o final de 2026 a gente possa votar as coisas importantes de interesse do povo brasileiro. A troca de ministros não pode ser vista como uma coisa absurda, uma coisa menor. Nós temos partidos importantes que querem participar do governo, fazer parte da base, então vamos conversar”, declarou.



