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Greve dos motoristas de ônibus chega ao fim após assinatura de mais um acordo no TRT

Sintetro espera que acordo seja cumprido pelos empresários de ônibus de Teresina

Com mais um rodada de negociações, agora com os outros dois consórcios, Sul e Sudeste, que não tinham aderido aos acordos dos consórcios Norte e Leste, enfim, parece que  a greve no transporte coletivo de Teresina chegou ao fim. A decisão veio após uma audiência entre empresários de ônibus e motoristas na sede do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 22ª região,  nesta sexta-feira, 24.

A reunião durou quase duas horas e os dois consórcios que faltavam, das zonas Sul e Sudeste, aceitaram as propostas apresentadas ontem (23) e a convenção coletiva da categoria foi assinada.

A paralisação durou 12 dias e desde quinta-feira duas zonas voltaram a ter a circulação dos transportes coletivos. Hoje, com a assinatura da convenção, os dois consórcios restantes voltam a operar de forma gradativa e, segundo o advogado do Sintetro, até segunda (27) os ônibus terão voltado em sua totalidade as ruas.

Acordo firmado no TRT

Ontem (23), os consórcios Urbanus (São Cristóvão/Santana/Cidade Verde) e Poty (Piauiense/Envipi e Transpremiun) acordaram pagar:

* Reajuste de 6% no salário dos motoristas e cobradores, dividido em duas vezes: pagam 3,5% em março e em junho pagam os 2,5%de reajuste.
* Atualmente o salário do motorista é de R$ 2 mil. Com o reajuste terá um acréscimo de R$ 140;
* Tíquete alimentação passará de R$ 170 para R$ 350
* Plano de saúde de R$ 60 para R$ 80

Hoje, os consórcios Transcol – atende zona Sul, e Consórcio Theresina – Sudeste (Taguatur/Entracol/Transporte Teresina e Transfácil) aceitaram a proposta acordada ontem e resolveram assinar a convenção coletiva. Assim, toda a categoria tem a garantia do mesmo reajuste, independente dos consórcios.

“O acordo de ontem está sendo sucedido por uma convenção mais ampla. Isso decorre de uma convenção entre as partes. Chegaram a termos sociais e econômicos que serão lei entre as partes no decorrer desse ano. Conseguimos solucionar e já fica findado o movimento de imediato”, destacou o desembargador Tessio Torres após a assinatura da convenção coletiva.

A assistente jurídica do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), Naiara Moraes ressaltou que para além da questão trabalhista foi importante colocar o ônibus imediatamente em circulação. Ela ressaltou que a prefeitura precisa cumprir o acordo de repassar mensalmente mais de R$ 3 milhões.

“A gente comemora, agora vai haver um subsídio mensal de R$ 3,3 milhões. É o valor inicial e a prefeitura estar compreendendo que precisa equilibrar o sistema para gente não ter mais essas questões”, ressaltou Naiara Moraes.

Com esse acordo, a advogada garante que o empresário do transporte coletivo vai ter a certeza de que vai contar com esses recursos, além da incrementação na frota. Na reunião houve o acordo de aumentar a frota.

“Até agosto serão vinte ônibus a mais a cada mês. Então, é a sensação de que enfim a gente conseguiu encontrar uma resolução que atenda não só trabalhadores, mas que atenda a questão administrativa da relação contratual com o município de Teresina”, frisou Naiara Moraes.

Foto: Renato Andrade / Cidadeverde.com 

Ônibus na zona Sudeste ainda serão normalizados 

O Consórcio Theresina que abrange cinco empresas ainda não voltou imediatamente como aconteceu com os demais consórcios após a assinatura da convenção coletiva. Segundo o presidente do Sintetro, Antonio Cardoso, os trabalhadores só voltam ao trabalho quando o pagamento cair na conta.

“O presidente da Strans se prontificou para a gente ir na Prefeitura para liberar o dinheiro. Das cinco que tem no consórcio, apenas a empresa Santa Cruz pode operar porque está com o salário da categoria em dias. O salário das outras quatro, não. Estão há 55 dias sem o pagamento”, lamentou Cardoso.

As empresas que ainda não regularizaram o pagamento dos trabalhadores, até a publicação desse material, são a Entracol, Taguatur, Transporte Fácil e Transfácil, de acordo com o presidente do Sintetro.

Sobre os reajuste que a categoria conseguiu na convenção, Cardoso diz que não era o que os motoristas e cobradores pretendiam, mas que diante da dificuldade que a categoria passou para conseguir assinar a convenção, já é um passo importante.

“Sabíamos que uma hora a greve poderia ser considerada ilegal e tínhamos que olhar com segurança para situação par anão tomarmos mais prejuízo”, completou Antonio Cardoso.

Agora é esperar para vermos se os empresários vão honrar mais um acordo, pagar os motoristas e cobradores, e colocar os ônibus nas ruas de Teresina.

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