CRM fecha hospital do Buenos Aires e Gilberto Albuquerque diz que não houve negligência
O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, afirmou que o CRM fechou as portas do Hospital do Buenos Aires pela ausência da diretoria hospitalar, falta de insumos e sinalizações internas.
Os teresinenses foram pegos de surpresa nessa manhã de quinta-feira, 01 de dezembro de 2022. O hospital do Buenos Aires foi interditado parcialmente pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí, CRM-PI, por falta de insumos e de profissionais de saúde, como o diretor geral da unidade de saúde.
Diante da crise, o presidente da Fundação Municipal de Saúde-FMS, Gilberto Albuquerque se posicionou a respeito da interdição do Hospital do Buenos Aires e garantiu que os insumos hospitalares que estavam em falta já estão sendo comprados através de processo licitatório. O gestor afirmou, ainda, que estão sendo adotadas as medidas necessárias para assegurar atendimento aos pacientes em outros hospitais da cidade.
Gilberto Albuquerque, esclareceu ainda sobre um bebê que morreu na maternidade do hospital e disse que não foi vítima de negligência médica por parte da equipe. A situação segue sendo investigada pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM).
De acordo com Gilberto Albuquerque, o fechamento do Hospital do Buenos Aires se deu em decorrência de diversos fatores.
“Foram várias causas. Entre elas, a dificuldade em realizar licitação, além da falta de insumos no mercado. Nos últimos dias, nós tivemos uma boa resolução em termos de licitação e as empresas já começaram a disponibilizar determinados insumos que vão garantir o atendimento até o final do ano. Um dos maiores problemas que tínhamos já foi resolvido”, disse.
REALOCAÇÃO DE PACIENTES
O fechamento do Hospital do Buenos Aires em Teresina gera um problema ainda maior aos que necessitam do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da situação, o presidente da FMS garantiu que todos os pacientes serão encaminhados para outros hospitais e maternidades.

“Em relação a parte de maternidades, as demais maternidades do município vão assumir esse atendimento. A parte de pediatria vai será direcionada para o Hospital do Matadouro e a parte clínica médica será dividida entre os hospitais do Matadouro, Primavera e Santa Maria da Codipi. Esse plano já está sendo montado para execução imediata e a população continuará tendo as opções de atendimento”, declarou Gilberto Albuquerque.
FISCALIZAÇÃO DO CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA (CRM)
O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, afirmou que o CRM fechou as portas do Hospital do Buenos Aires pela ausência da diretoria hospitalar, falta de insumos e sinalizações internas.
“O principal item pontuado é a ausência da direção geral do Hospital. O prefeito de Teresina deverá tomar essas providências. O diretor geral se chama Francisco, foi uma pessoa indicada para o cargo há muito tempo, pouco menos de um ano. Segundo o CRM, o diretor hospitalar nunca foi encontrado lá”, declarou.
Gilberto Albuquerque negou a informação de que houve mortes em decorrência do problema hospitalar e garantiu que todos os esclarecimentos serão prestados para a sociedade e para o Poder Público a fim de garantir a resolução do problema. “
Na última fiscalização realizada na quarta-feira (30), foram identificados os mesmo problemas, ausência frequente de soro fisiológico levando a transferências de pacientes, falta de administração e medicações que dependem da solução, tratamento inadequado de pacientes (necessidade de volume para tratamento eficaz sem realização por falta da solução), falta de tubo orotraqueais em estoque tamanho 7.5 e 8.0 (os mais usados em adultos), ausência de algumas medicações analgésicas e antibióticos, escala de neonatologia incompleta comprometendo a segurança dos recém-nascidos da maternidade, aparelhos de fototerapia antigos e com baixa eficiência, falta de luvas de procedimento em tamanho pequeno e médio, entre outros fatos enumerados no relatório técnico do CRM-PI.
VEJA O VÍDEO COM DR GILBERTO ALBUQUERQUE:



