Artigo
Policial

Polícia prende empresário, tio e primo suspeitos de torturar e matar adolescentes

A defesa afirma que apenas o empresário e o primo têm envolvimento nas mortes.

A Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu preventivamente nesta terça-feira (8) o empresário João Paulo Carvalho, o tio dele, o servidor público Francisco das Chagas Sousa, 70 anos, e o primo, o advogado Guilherme de Carvalho. Eles são suspeitos de torturar e matar os adolescentes Luian Ribeiro de Oliveira e Anael Natan Colin.

Segundo a polícia, os três participaram do crime contra os jovens e devem responder pelos crimes de: duplo homicídio triplamente qualificado (emprego de meio cruel, tortura e impossibilidade de defesa das vítimas), cárcere privado, ocultação de cadáver e fraude processual.

A polícia já havia informado que havia cinco suspeitos do crime, da mesma família. Dias depois, a defesa da família informou que o crime foi cometido pelo empresário João Paulo Carvalho – que já chegou a ser preso pelo crime – e o primo, o advogado Guilherme de Carvalho. A defesa informou novamente à imprensa nesta terça (8) que o tio não teve participação no crime.

A versão foi apresentada pelos advogados Lúcio Tadeu e José Vinícius Farias. Segundo a própria defesa, os dois teriam levado os adolescentes para o local do crime e matado os dois a tiros.

Achados mortos após dois dias desaparecidos

 

Luian Ribeiro de Oliveira, de 16 anos, e Anael Natan Colins, de 17 anos, foram encontrados mortos em 15 de novembro, na zona rural Leste de Teresina, após ficarem dois dias desaparecidos.

O advogado disse que a decisão de trazer a nova versão à público foi tomada após uma reunião entre os familiares, as pessoas envolvidas no caso: o servidor público dono da casa que os adolescentes teriam invadido (que chegou a assumir a autoria do crime em depoimento) e sua esposa, o advogado Guilherme de Carvalho, filho do servidor público, o empresário João Paulo Carvalho, sobrinho do servidor público e Amauri Mendes, cunhado de João Paulo.

Nova versão

Segundo a defesa dos presos, os dois adolescentes invadiram o terreno do sítio do tio e da tia do empresário na noite do crime. No local, estava ainda o filho do servidor, primo do empresário que também foi preso por participação no crime.

A intenção dos adolescentes ao invadir o terreno seria tentar entrar na festa que acontecia no terreno ao lado, segundo a polícia. A invasão foi logo percebida pelo servidor público e o filho. Eles encontraram os adolescentes e conseguiram dominar os dois.

Em seguida, segundo a defesa da família, o servidor ligou para o sobrinho João Paulo e pediu ajuda dele para lidar com a situação. João Paulo chegou à casa logo depois em sua caminhonete, acompanhado pelo cunhado.

Os envolvidos teriam relatado, segundo o advogado, dificuldades em acionar a polícia para que levassem os adolescentes.

Aqui, o relato mudou totalmente em relação à versão anterior apresentada. O advogado disse que, ao chegarem ao sítio, os adolescentes foram colocados na caminhonete do empresário, e levados do local por ele e o primo. O servidor público, sua esposa e o cunhado de João Paulo, segundo a defesa, ficaram em casa.

Durante o trajeto, eles teriam tomado a decisão de matar os adolescentes. Então os jovens foram levados para a rodovia PI-112, na altura do povoado Anajás, entre Teresina e União, a cerca de 20 km da casa, onde os dois foram retirados do carro e assassinados a tiros.

Fonte: G1

Banner
Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo