Oito partidos políticos divulgam nota em defesa da democracia e do sistema eleitoral brasileiro
Nota foi divulgada após Bolsonaro afirmar que Brasil pode não ter eleições em 2022 se não houver voto impresso. Sem se referir a ataques do presidente, presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, também se manifestou em suas redes sociais.
O presidente da Câmara dos Deputados disse também que o eleitor deve ter “emprego e vacina” e que a urna é a “única juíza de qualquer disputa política”.
“Deixemos que o eleitor tenha emprego e vacina, que deixe o seu veredito em outubro de 2022 quando encontrará com a urna; essas sim, a grande e única juíza de qualquer disputa política. O nosso compromisso é e continuará sendo trabalhar pelo crescimento e a estabilidade do país”, afirmou.
Outras manifestações
Nesta sexta-feira (9) o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, também se manifestou sobre o tema e disse que o Congresso Nacional não admitirá retrocesso em relação ao estado democrático de direito. Sem se referir nominalmente a Bolsonaro, Pacheco contestou.
“Tudo quanto houver de especulações em relação a algum retrocesso à democracia, como a frustração das eleições próximas vindouras do ano de 2022, é algo que o Congresso Nacional, além de não concordar, repudia, evidentemente. Nós não admitiremos qualquer tipo de retrocesso nesse sentido”, declarou o presidente do Senado e do Congresso.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, também divulgou uma nota nesta sexta-feira (9) em que diz que atuar para impedir as eleições viola a Constituição e configura crime de responsabilidade.
“A realização de eleições, na data prevista na Constituição, é pressuposto do regime democrático. Qualquer atuação no sentido de impedir a sua ocorrência viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade.”, diz a manifestação.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também emitiu uma nota de repúdio às declarações de Bolsonaro, classificadas pela entidade como “inaceitáveis”.
“É inadmissível que um homem público, que jurou respeitar a Constituição e leis, ataque ministros da Suprema Corte e desfira ameaças ao regime democrático, caso não haja o retorno do voto impresso. A delituosa declaração afronta os demais Poderes, o Estado democrático de direito e, principalmente, desrespeita o povo brasileiro”, diz a manifestação.
G1



