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Japão anuncia que Olimpíada não terá presença de público

Decisão vem logo após o país decretar estado de emergência na capital Tóquio, para frear o avanço da covid-19 na região

Devido ao aumento de casos de covid-19 em Tóquio, a organização dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 anunciou nesta quinta-feira (8) que não será permitida a presença de públicos nos eventos esportivos que começam em 23 de julho e vão até 8 de agosto. “Não haverá espectadores”, disse a ministra Tamayo Marukawa.

A decisão de proibir a presença de torcida nos eventos esportivos vem logo após o comunicado do primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga, que anunciou a volta do estado de emergência na região de Tóquio. O alerta vai vigorar até 22 de agosto e coincidirá com a disputa dos Jogos Olímpicos.

Tóquio registra há 17 dias seguidos um crescimento de infectados pela covid-19. A média móvel de casos diários chegou a 586 na terça-feira (6). A pandemia do novo coronavírus já infectou 808 mil e matou 14.812 pessoas no Japão, de acordo com números divulgados pela Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos.

Após o anúncio, o Comitê Organizador informou que eventos fora da capital japonesa ainda serão considerados para o público.

O governo metropolitano de Tóquio e o Comitê Organizador anunciaram nesta quarta-feira o cancelamento do revezamento da tocha olímpica nas ruas da cidade, que deveria acontecer ao longo de 15 dias. O objetivo é evitar aglomerações, em meio ao aumento dos contágios pelo novo coronavírus na capital japonesa.

Apesar da pandemia ter adiado por um ano os Jogos Olímpicos de Tóquio e continuar afetando os preparativos a apenas um mês da cerimônia de abertura, as instalações esportivas construídas ou modernizadas para o evento estão prontas. No total serão utilizados 43 locais durante os Jogos Olímpicos (23 de julho a 8 de agosto) e Paralímpicos (24 de agosto a 5 de setembro): 25 já existiam, 10 são temporários e oito foram construídos para a ocasião. Na foto, novo Estádio Olímpico.

O novo Estádio Olímpico: O principal cenário dos Jogos foi completamente reconstruído, em pleno coração da capital. Inaugurado no fim de 2019, receberá as cerimônias de abertura e encerramento, além da maioria das provas de atletismo e algumas partidas de futebol.

O local tem capacidade para 68.000 espectadores, mas as restrições de saúde limitarão a presença do público, pois o evento não receberá torcedores procedentes do exterior. Além disso, o comitê organizador anunciou o limite máximo de 10.000 espectadores.

As obras, financiadas pelo Estado, provocaram grande polêmica em 2015 pelo custo do projeto inicial da arquiteta britânico-iraquiana Zaha Hadid - mais de 2,3 bilhões de dólares -, o que teria transformado o estádio no mais caro do mundo.

O governo japonês selecionou outro projeto, menos caro e de autoria do arquiteto local Kengo Kuma, com materiais de construção tradicionais, como a madeira de cedro do país.

Centro Aquático : Esta sede imponente da baía de Tóquio, com capacidade para 15.000 espectadores, receberá as provas de natação, nado sincronizado e saltos ornamentais.

Uma de suas peculiaridades é que tem uma parede modular que permite transformar sua piscina principal de 50 metros em duas piscinas separadas de 25 metros cada. A profundidade das piscinas também pode ser alterada.

Depois dos Jogos, a instalação receberá outras competições e também será aberta ao público.

As competições olímpicas de vôlei e as paralímpicas de basquete acontecerão nesta arena com capacidade para 15.000 espectadores.

Os painéis solares que cobrem o teto curvado foram projetados de maneira a evitar os reflexos de luz em direção aos edifícios próximos.

Como no caso do Centro Aquático, o edifício tem captores térmicos e bombas geotérmicas com o objetivo de reduzir as emissões de CO2.

O Estádio Miyagi, localizado na região de Tohoku, tem uma arquitetura bastante original. O local recebeu três partidas da Copa do Mundo de 2002, incluindo a eliminação do Japão para a Turquia

 

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