Ciro não pode disputar Senado para confrontar Wellington Dias antes de terminar mandato
A Corte do TSE definiu que um senador não pode tentar se reeleger no exercício da 1º metade do mandato, porque os últimos 4 anos seriam cumpridos pelo suplente, não eleito diretamente pelos cidadãos.
Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressista, disse neste sábado (11) à imprensa que se for necessário ele abdica da candidatura de governador do Piauí para disputar novamente a vaga de senador, no intuito de enfrentar Wellington Dias (PT), nas eleições do próximo ano.
No entanto, ele não pode disputar uma cadeira para a mesma casa legislativa antes de terminar o atual mandato. A norma foi definida em 2018 quando o também senador Romário Faria consultou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de pleitear o mesmo cargo em menos de oito anos.
O mesmo vale para Ciro Nogueira, que ensaia querer bater de frente com o governador Wellington Dias, seja em qual for o cenário. Caso fosse possível, mas não é, a sua mãe Eliane Nogueira, 1ª suplente, assumiria como titular da cadeira.
A Corte do TSE definiu que um senador não pode tentar se reeleger no exercício da 1º metade do mandato, porque os últimos 4 anos seriam cumpridos pelo suplente, não eleito diretamente pelos cidadãos.
“Permitir que um senador que ainda tem 4 anos de mandato renuncie, para que o suplente assuma o seu lugar e ele possa concorrer a uma vaga por mais oito anos é fraude à vontade popular e ao mandamento constitucional”, afirmou o ministro Luís Roberto Barroso.
Feitosa Costa



