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Piauí

Empresários se reúnem para discutir mudanças na implantação da Escala de Trabalho 5×2 em Teresina

Quem vai sair ganhando e quem vai sair perdendo com a a implantação da nova Escala?

O Sindicato dos Lojistas do Comércio do Piauí (Sindilojas-PI) se reuniu nesta terça-feira (3), com empresários e lojistas para discutir as mudanças no funcionamento do comércio de Teresina com a implantação da escala de trabalho 5×2. A nova jornada está prevista para entrar em vigor no dia 16 de dezembro. Os sindicatos que representam os comerciários também se reuniram hoje para discutirem a escala.

O encontro aconteceu na sede do sindicato (Sindlojas), e teve como principais pautas o funcionamento dos polos comerciais aos sábados, carga horária diária e a definição das folgas dos trabalhadores. Os empresários também discutiram alternativas para adequar a Convenção Coletiva de Trabalho às novas regras.

“A principal preocupação é exatamente quais serão os impactos. Não é só ter dois dias de folga. Nós vamos ter impactos nas férias e, principalmente, na comissão dos vendedores. Um dia a menos de trabalho pode significar perda de comissão, e isso preocupa tanto o empresário quanto o trabalhador”, explicou o presidente do Sindilojas-PI, Tertulino Passos.

O presidente também destacou que a implementação da escala deve impactar especialmente os estabelecimentos que atualmente funcionam com escalas de seis horas, como muitas lojas de shopping.

Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com

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Empresários apontam aumento de custos

O proprietário de uma loja de vestuário, Márcio Leal, que também integra a diretoria do Sindilojas-PI e a comissão de negociação da Convenção Coletiva, afirmou que a reunião é importante para esclarecer as dúvidas dos empresários e buscar alternativas para a adaptação.

Segundo ele, a mudança pode elevar os custos com horas extras, alimentação e contratação de funcionários.

“A preocupação é o tamanho da conta. Tudo encarece. A hora extra fica mais cara, o descanso semanal remunerado aumenta e o ticket alimentação também. Na minha loja, no shopping, eu trabalho com seis horas. Para passar para oito horas diárias, são 420 reais por funcionário, por mês”, afirmou.

Márcio Leal defendeu que sejam discutidas alternativas para reduzir os impactos financeiros sobre os estabelecimentos comerciais.

“É uma conta muito cara para o lojista. O governo precisava ter pensado em uma forma de compensar essa despesa. Dá para o empregado, mas ajuda o empresário a ter uma contrapartida”, concluiu.

Durante o período eleitoral o governo Lula fez de tudo para aprovar a redudação de trabalho em todo o País. agora vem a conta.

Com informações do cidadeverde.com/tvnpiaui

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