Se você acha que o caos na saúde é apenas uma “dor de cabeça” passageira, prepare-se: nossos hospitais estão, literalmente, em estado de coma. E, pelo visto, quem deveria estar cuidando do paciente — ou seja, o povo — prefere continuar com reuniões, emendas parlamentares que não chegam, repasses do SUS que mal dá para pagar profissionais da saúde, e o Estado que faz repasses considerados pequenos pela Fundação Municipal de Saúde de Teresina.

O cenário é de terra arrasada. O HUT (Hospital de Urgência de Teresina), que deveria ser o porto seguro de quem clama por socorro, não só de Teresina, mas de todo o Piauí e estados vizinhos, está sufocado. A demanda é gigante, mas o dinheiro? Esse parece ter tomado chá de sumiço. As emendas parlamentares, que tanto brilham nos discursos de campanha, na hora de virar remédio e insumo, simplesmente não chegam.
O “Passa a Bola” da Gestão
A polêmica atingiu o ápice com a declaração da presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), a enfermeira Leopoldina Cipriano. Em entrevista ao nosso TVN Piauí, ela foi categórica: a conta não fecha. A prefeitura, que hoje carrega o piano de gerir o atendimento de alta complexidade, deu um recado ao Governo do Estado: “Querem o recurso do SUS para bancar o Hospital São Marcos? Podem levar!”

O São Marcos, referência vital no tratamento oncológico, vive o drama do subfinanciamento. É um hospital filantrópico que atende quem luta pela vida, mas que hoje é refém de um impasse político entre União, Estado e Município. A FMS diz que não dá mais. Enquanto eles discutem quem deve administrar o que, quem está na fila do SUS continua esperando por uma resposta que nunca vem.
Até quando?
Não adianta culpar a “falta de verba” quando vemos o jogo político sendo colocado acima da vida humana. Deputados prometem, gestores reclamam, e a população morre na fila.
Se a Prefeitura está de portas abertas para repassar a gestão e o Estado diz que quer ajudar, por que o paciente continua sem o tratamento? O que falta é gestão, é transparência ou é apenas falta de compromisso de quem deveria resolver isso?
A saúde do Piauí não pode ser um balcão de negócios ou um ringue de boxe. Enquanto isso, o povo piauiense continua sofrendo. E você, leitor, o que acha desse “jogo de empurra”? Comente aqui embaixo e vamos cobrar quem de direito!
Veja o video com a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano:



