Sintetro afirma ao TRT que verba da Prefeitura atende reivindicações mas continua greve
A Prefeitura aceitou aumentar o subssídio pago ao sistema do transpote coletivo em 5%, o que corresponde a um aumento de R$ 300 mil a mais por mês nos valores, chegando a cerca de R$ 6.300.000 mensais.
A crise do transporte público de Teresina segue sem acordo das partes envolvidas. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) apresentou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) um parecer técnico-financeiro embasando que o subsídio repassado pela Prefeitura de Teresina será suficiente para atender as reivindicações da categoria. Nesta quinta-feira,21, uma nova reunião foi realizada no TRT definiu novos pontos. A Prefeitura aceitou aumentar o subssídio pago ao sistema do transpote coletivo em 5%, o que corresponde a um aumento de R$ 300 mil a mais por mês nos valores, chegando a cerca de R$ 6.300.000 mensais.

A proposta apresentada à categoria é de reajuste linear de 7%, englobando salário, ticket alimentação e plano de saúde. Uma assembleia coletiva será realizada nesta sexta-feira (22) com os trabalhadores para debaterem a proposta.
“A Prefeitura dá R$ 6 milhões, eles (Setut) estão pedindo algo a mais para questão dos salários e benefícios. A gente já fez os cálculos com custo de folha, a gente sabe o número dos funcionários. Vamos repassar para o Tribunal Regional do Trabalho assim como para Prefeitura. A gente acredita que a Prefeitura participando é o suficiente para proposta que o foi feita”, explica o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso.
Segundo o superintendente da Strans, Weldon Bandeira, a prefeitura deve dar o incremento de 5% no subsídio por pelo menos 12 meses. O superintendente destaca ainda que o que tem causado mais custo no sistema são as gratuidades que deveriam ser divididas entre os entes.
“Nós temos hoje muita gratuidade no sistema e isso que gera o subsídio. Quem não paga nada no sistema hoje é em de 20% dos que circulam, é expressivo. O estudante que deveria pagar meia passagem é outros 20%. Ou seja, quase metade de quem circula hoje no sistema é subsidiado pelo município. A gente entende como órgão público que são gratuidades devidas, mas cada ente que forneceu essa gratuidade deveria arcar com esses custos”, afirma.
O Sintetro segue com as negociações e não descarta um acordo direto com as empresas, sem anuência do Setut. Isso porque, segundo o presidente Antonio Cardoso, o Setut tem constantemente dificultado as negociações.
“A gente continua otimista, mas o que a gente ouviu nos bastidores é que o Setut vai dificultar as negociações. Então quero deixar bem claro que vamos negociar com o consórcio ou até com empresa que realmente valoriza os funcionários. Quando se trata do Setut, a questão desses R$ 6 milhões que a Prefeitura está dando que seja realmente para repor as percas salariais e os benefícios que a gente está pedindo. As negociações anteriores, embora o presidente tenha assinado a convenção, ela se iniciou por empresa. Porque é mais fácil a gente conseguir um acordo favorável para categoria. Desde que começamos no sindicato fizemos com duas empresas, depois com três e assim a gente foi fazendo porque há uma dificuldade em negociar com o Setut”, cita.
O Sintetro afirma que o movimento segue mesmo com acordo feito com TRT, e existe ainda a previsão de um movimento grevista a partir da segunda-feira (25).



