PF apura contrato de R$ 4 milhões da merenda escolar firmado na gestão Carmelita Castro
As apurações apontam ainda que o suposto esquema teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos.

A investigação que resultou na Operação Limos, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20/05), apura supostas irregularidades em um contrato superior a R$ 4 milhões destinado ao fornecimento de alimentos para a merenda escolar no município de São Raimundo Nonato.
Segundo as investigações, o Contrato nº 168/2021 foi celebrado durante a gestão da ex-prefeita Carmelita Castro e tinha como objetivo o fornecimento de gêneros alimentícios para a rede municipal de ensino. O valor homologado do certame foi de R$ 4.070.476,69, com vigência até dezembro de 2024.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a licitação tenha sido direcionada por meio da inclusão de cláusulas restritivas irregulares e da atuação articulada entre empresas participantes, o que teria favorecido previamente uma fornecedora de alimentos sediada no município de Picos.
As apurações apontam ainda que o suposto esquema teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos.
A Operação Limos foi deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e tem como objetivo desarticular um grupo suspeito de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, São Raimundo Nonato e Picos. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Segundo a PF, as investigações tiveram início em 2024 e apontam a possível atuação conjunta entre agentes públicos, empresários e agentes políticos para fraudar contratos relacionados ao fornecimento da merenda escolar no município do Sul do Piauí.



