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Câmara debate mais uma vez a falta de água em audiência e Águas de Teresina anuncia medidas

Moradores estão sem fornecimento de água há mais de uma semana em grandes bairros da capital.

E a novela continua. Parece até um filme onde de um lado tem um atendente e outro, um usuário querendo saber o movito da falta de água em sua casa seu bairro, etc… Assim está se transformando a prestadora de serviços de água Aegea Teresina, popularmente conhecida como Águas de Teresina.

A empresa já figura como uma de maior reclamação no Procon. O que está acontecendo é que a  falta de água em diferentes regiões de Teresina foi tema de uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (15), na Câmara Municipal. O encontro reuniu representantes da Águas de Teresina, parlamentares, Ministério Público e OAB-PI.

Durante a sessão foram discutidos. As interrupções no abastecimento, a cobrança que chega nas residências mesmo sem o fornecimento de água é cobrado mesmo sem o fornecimento de água. Durante a discussão, foi levantada a possibilidade de intervenção municipal caso os problemas persistam.

A audiência foi proposta pelo vereador João Pereira (PT), que destacou o volume de reclamações recebidas pela Câmara sobre a falta de água na capital. Segundo o parlamentar, moradores de bairros como Vale Quem Tem, Buenos Aires, Portal Alegre e Mocambinho, Taquari, além de comunidades das zonas Sul, Sudeste e Norte, enfrentam dificuldades recorrentes no abastecimento.

“A audiência pública que nós propusemos aqui é para entender, receber esse estudo da Águas de Teresina e da Águas do Piauí, porque a zona rural, quem é responsável é a Águas do Piauí, para a gente, a partir de então, acompanhar os passos seguintes para a solução desse problema. O nosso celular, as reclamações que chegam a esta Casa são imensas sobre a falta de água na nossa capital”, afirmou João Pereira (PT).

Durante a audiência, a diretora-presidente da Águas de Teresina, Lucilaine Medeiros, foi questionada sobre a permanência dos problemas de abastecimento após nove anos de atuação da concessionária. A empresa afirmou que está cumprindo o contrato e apresentou medidas para ampliar a capacidade de produção e distribuição de água.

Segundo Lucilaine, o consumo aumentou quase 25% em razão das condições climáticas associadas ao Super El Niño. A representante explicou que o calor intenso, normalmente registrado entre setembro e dezembro, começou a afetar o consumo ainda em julho.

“O contrato está sendo cumprido, inclusive nós agora estamos com medidas para vencer um evento climático que se chama Super El Niño. O Super El Niño é um problema que não é apenas do Piauí e que vem agravando um momento que é crítico com relação ao clima aqui no Piauí, que é o momento do B-R-O Bró. Nós temos percebido que isso causou um aumento do consumo em quase 25%”, explicou Lucilaine Medeiros.

Concessionária anuncia medidas

Durante a audiência, a Águas de Teresina anunciou que está ampliando a capacidade de produção da estação de tratamento para reforçar o fornecimento nas regiões mais afetadas. A previsão é que moradores dos extremos das zonas Leste e Sul percebam melhorias no abastecimento em aproximadamente 20 dias.

“Hoje nós estamos enfrentando um problema com o Super El Niño. O consumo aumentou muito mais do que aumenta no próprio B-R-O Bró. Então, hoje a gente tem um consumo quase 25% a mais do que identificamos anteriormente. O que estamos fazendo? Aumentando a capacidade de produção de água da nossa estação de tratamento. A gente acredita que, em torno de 20 dias, a população que está nessa extremidade, na zona Leste e na zona Sul, principalmente, vai perceber a melhoria disso”, afirmou Lucilaine Medeiros.

Veja o vídeo com a diretora-presidente da Aegea Águas de Teresina:

Para o Vale Quem Tem, uma das regiões com reclamações recorrentes sobre a falta de água, a concessionária informou que está construindo uma adutora e uma rede exclusiva de distribuição, além de instalar um equipamento para aumentar a pressão da água. A previsão é concluir os serviços até novembro.

“Para além disso, o Vale Quem Tem é uma região que reclama muito de intermitência. Nós estamos fazendo uma rede exclusiva para o Vale Quem Tem. Estamos construindo uma adutora, vamos instalar um booster. Então, até novembro, a gente finaliza essa obra para regularizar e deixar um abastecimento exclusivo para o Vale Quem Tem”, declarou Lucilaine Medeiros.

A empresa também atribuiu parte das interrupções às falhas no fornecimento de energia elétrica. Segundo Lucilaine, foram registradas 26 paradas de energia em menos de 90 dias, afetando a operação do sistema.

Outro fator apresentado foi a existência de aproximadamente 46 ocupações irregulares na capital, que somariam quase 7 mil domicílios. Conforme a concessionária, o consumo nessas áreas interfere na pressão da rede e dificulta a chegada de água às regiões mais distantes.

Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Câmara debate falta de água em audiência e Águas de Teresina anuncia medidas para abastecimento

Durante o debate, João Pereira (PT) cobrou maior atuação do órgão regulador municipal e defendeu que a Prefeitura avalie medidas mais rigorosas caso a concessionária não consiga regularizar o abastecimento.

“Por isso, a Águas de Teresina tem que dar uma resposta aos teresinenses, como a agência reguladora tem que dar uma resposta, porque nós temos aqui um órgão regulador no município e ele precisa dar uma resposta. Se não houver uma solução, inclusive uma intervenção da gestão municipal, eu sou defensor disso também, para que se resolva essa situação”, declarou o vereador.

Além da falta de água, a audiência abordou os danos provocados na pavimentação durante obras nas redes de água e esgoto. O parlamentar criticou a abertura de buracos em ruas que receberam asfalto recentemente e cobrou maior integração entre a concessionária e os órgãos municipais.

A Águas de Teresina informou que passou a realizar a recomposição do pavimento em duas etapas, com intervalo de 30 dias entre os procedimentos, para permitir a acomodação do solo antes da conclusão dos reparos. Podendo ser prorrogado por mais 30 dias.

A Câmara Municipal deverá acompanhar os prazos apresentados pela concessionária e as medidas anunciadas para reduzir as interrupções no fornecimento de água na capital.

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