Tenista pede indenização milionária após suspensão por suposto doping por carne contaminada
Tara Moore cobra US$ 20 milhões e acusa entidade de negligência; caso reacende debate sobre contaminação por boldenona na Colômbia
A tenista britânica Tara Moore iniciou uma batalha judicial contra a Women’s Tennis Association (WTA) e pede indenização de US$ 20 milhões, mais de R$ 100 milhões na cotação atual, após ter sido suspensa por quatro anos por doping. A atleta sustenta que o resultado positivo decorreu de contaminação acidental por carne consumida na Colômbia e acusa a entidade de negligência.
Moore, que já foi número 1 do Reino Unido em duplas, foi suspensa provisoriamente em junho de 2022 após testar positivo para boldenona e nandrolona durante um torneio em Bogotá. A jogadora sempre negou o uso intencional das substâncias.
Em dezembro de 2023, um tribunal independente concluiu que a carne contaminada era a “provável fonte” das substâncias detectadas e a inocentou. No entanto, a International Tennis Integrity Agency (ITIA) recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), que reverteu a decisão e restabeleceu a suspensão de quatro anos em julho de 2025, desconsiderando os 19 meses já cumpridos. O CAS entendeu que não havia provas suficientes de que os níveis de nandrolona fossem acidentais.
A atleta, atualmente com 33 anos, afirma que a punição causou danos irreparáveis à sua reputação e carreira. A ação judicial conta com apoio da Professional Tennis Players Association (PTPA).
Fonte:.meionews.com



