A prefeitura de Teresina está cobrando cerca de R$ 1,2 milhão, por mês, do Governo do Estado, referente aos custos com o transporte coletivo na capital.
A planilha, encaminhada à secretaria de Fazenda, apresenta os gastos que seriam de responsabilidade do Estado. São R$ 693.344,00 das gratuidades dos policiais e oficiais de justiça; R$ 199.722,55 dos estudantes e R$ 275.943, 69 referentes à desoneração de 50% do ICMS sobre o Diesel.
No total, os gastos chegariam ao custo de R$ 1.169,010,24 mensal. Os técnicos do governo discordam dos números e exigem dados detalhados para efetuar os repasses. Ainda, não há acordo.
No começo do ano, em março, o prefeito de Teresina, Dr Pessoa, sentou-se à mesa com o governador Rafael Fonteles, onde o prefeito foi questionado se a crise do transporte público estava na pauta da reunião com o governador, Dr. Pessoa foi enfático ao negar. “Estou trabalhando, mas não tem informação nenhuma”, disse ele.
A reunião entre o prefeito e o governador contou com a presença de integrantes de suas respectivas equipes administrativas como o secretário municipal de Planejamento, João Henrique, que admitiu a possibilidade de outros assuntos tratados no encontro.

Joao Henrique citou parcerias no âmbito da educação e da segurança pública, mas também desconversou sobre a possibilidade da crise do transporte coletivo da capital, que entrou sim na pauta da reunião com o governador.
“O estado entende que já fez a parte dele no transporte público. Já aprovou a lei na Assembleia, onde pode entrar também nesse subsídio que a prefeitura paga”, disse o secretário, que não soube precisar de quanto seria o aporte financeiro do Governo do Estado para custeio deste serviço. E agora veio a cobrança. Estamos entrando em uma disputa para Prefeitura de Teresina e sendo assim, as cobranças começam a aparecer.
O governador Rafael Fonteles está em viagem a Itália, e na volta deve pautar essa cobrança da Prefeitura de Teresina sobre esses repasses na prestação de serviço do transporte público na capital de Teresina.



